terça-feira, 6 de abril de 2010

Pulseirinhas do Sexo e da Libertinagem?

À primeira vista, uma pulseira de plástico colorida no pulso de uma criança parece muito inocente, mas na verdade trata-se de um jogo de “código” chamado Snap, onde quem rompe a pulseira tem direito à ação da cor correspondente, que vai de carícia, beijo à relação sexual.
A “pulseira do sexo” surgiu na Inglaterra nos anos 80 e chegou ao Brasil no final de 2009 e se proliferaram nas escolas dos adolescentes, com um preço acessível de R$2,00.

Ha uma semana mais ou menos saiu uma notícia de uma menina de 13 anos que foi violentada, por quatro jovens, por usar essas tais “pulseiras do sexo” em Londrina (PR). Ela não é a primeira e nem a última a ter esse tipo de abuso. No início de março, foi aprovado um projeto de lei pela Câmara de Vereadores de Navegantes, em Santa Catarina, proíbe o uso das “pulseiras do sexo”.

De acordo com a adolescente “Sophia” de 12 anos, no recreio os meninos ficam correndo atrás das meninas para arrebentar suas pulseiras para enfim, ganharem o tal ato. “As meninas que não usam as pulseiras são excluídas e as que usam da cor preta ou dourada são as líderes dos grupinhos”.

O fato é que antes desse jogo chegar ao Brasil, essas pulseirinhas ja eram usadas por adolescentes e adultos apenas como moda pra combinar com a roupa ou o sapato. Hoje se levanta um grande debate em saber quem está certo nisso tudo. Enquanto alguns pais também confiscam as pulseiras de suas filhas, muitas continuam na ignorância do significado desse acessório.

Segundo a psicologa Milene Thomas há muita carência nessa faixa etária, para ela, quem usa a pulseira conscientemente do significado, quer demonstrar ao outro que “está disponível”


“Alguns valores acabam se perdendo. O que percebo é a necessidade do jovem querer pertencer a um tipo de grupo”.

“É uma atitude desesperada para querer buscar algo no lado afetivo e pessoal”.




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